Há muito que se fala que o e-mail morreu. Porém, as estatísticas dizem exatamente o contrário. Por exemplo, 92% dos adultos online utilizam e-mail, e 61% usa-o diariamente, segundo a Pew Research. Setenta e dois porcento dos consumidores escolheram o e-mail como o melhor canal para receber comunicação de empresas e marcas, segundo o MarketingSherpa.

Se isso ainda não convenceu, o ROI (Retorno sobre investimento) sobre cada US$ 1 investido em e-mail marketing é de US$ 38, segundo a Campaign Monitor! Possivelmente o melhor ROI no Marketing Digital. Se você possui uma loja virtual ou deseja criar uma, um estudo da McKinsey aponta que o ticket médio de uma compra originada por e-mail é 3 vezes maior do que uma feita por redes sociais.

Com tanta informação chegando a todo momento através dos mais diversos canais, o e-mail oferece um melhor controle do que usuário quer ler ou não, dando preferência a empresas que ele acompanha e gosta. Um outro dado diz que 70% das pessoas vêem os e-mails de suas empresas favoritas. Aí reside a grande diferença entre fazer e-mail marketing e spam. Spam, resumidamente, é enviar e-mail para pessoas que não autorizaram. Já e-mail marketing consiste em enviar conteúdos para pessoas que se cadastraram em uma lista de interesses.

Redes Sociais x E-mail Marketing

Redes sociais, por definição, são espaços para as pessoas interagirem umas com as outras e publicando conteúdos como fotos, vídeos e textos. Anunciar nesses canais é extremamente eficiente e recomendável, porém, não substituem o poder do e-mail. Na verdade, eles se complementam. Por exemplo, 72% das pessoas preferem receber campanhas promocionais por e-mails do que por redes sociais.

E qual o papel das redes sociais nesse contexto? Chamar a atenção de potenciais clientes, publicando conteúdos de qualidade e construindo autoridade. Canais como Facebook, Instagram, Twitter e Google+ são ótimos para despertar desejo e interesse. Muita gente sequer sabe que tem um problema que sua empresa pode ajudá-la a resolver.

E quanto maior difícil a venda, mais longo é o caminho até compra. Mesmo para produtos “fáceis” de vender, o caminho pode ser complicado se sua empresa é nova ou desconhecida. Tornar-se autoridade nesses canais faz sua empresa ganhar alguns pontos na preferência do potencial clientes.

As redes sociais também são poderosos canais para obter e-mail – mais sobre isso no tópico abaixo.

Resumindo: enquanto as redes sociais atraem potenciais clientes, aqueles que ainda não sabem que têm um problema, o e-mail os faz avançar na jornada, guiando-os até o momento da compra.

Construção de lista: por onde começar

Construir um bom mailing é trabalhoso e leva tempo, mas a gente já viu que esse trabalho é recompensado por um dos melhores ROIs da indústria. E por onde começar? Esse tópico daria um post inteiro, mas aqui vai algumas dicas importantes:

Criação de conteúdo: ter um blog e criar materiais ricos, como e-books, webinars, whitepapers, estudos de casos, entre outros, é o primeiro e mais importante passo para construir sua lista. Enquanto que o blog gera conteúdo compartilhável nas redes sociais e indexável nos buscadores, os materiais ricos são a isca perfeita para conseguir o e-mail do usuário em troca de um conteúdo relevante para ele. No blog, vale também incluir um campo para cadastro de newslleter. Se a pessoa já está lá, provavelmente gosta do seu conteúdo e estará propensa a receber mais futuramente.

Promoção: muito usado no e-commerce, oferecer uma promoção em troca do e-mail é a isca perfeita para segmentos de varejo.

Ofertas de contato: formulários de contato e pedidos de orçamento também são ótimas oportunidades para ganhar o e-mail do usuário.

Definida a oferta, aquilo que será usado como isca, é hora de construir uma landing page (página de destino) para captação do e-mail. A promoção dessa landing page pode ser feita nas redes sociais, terreno fértil para compartilhamento de conteúdo. Com o Facebook Ads, você pode construir o público que deseja atingir e anunciar para essas pessoas.

Colocar chamadas no seu blog (o que chamamos de CTA – call-to-action) também é recomendável, já que você promoverá esse conteúdo para seu público.

Já tenho uma lista de e-mail, o que fazer?

Se você possui uma lista própria, o primeiro passo é verificar quais desses e-mails são válidos. De nada adianta enviar e-mails para pessoas que nunca abrirão. Isso, inclusive, gera punições e diminui a efetividade de suas campanhas. Para essa tarefa, indico a NeverBounce, que é gratuita para até mil e-mails. Basta subir sua lista e aguardar.

Depois de verificar a lista, é hora de planejar suas campanhas. O que enviar, para quem enviar, quando enviar? Todas essas perguntas devem ser respondidas antes de agendar seus e-mails. Criar segmentações dentro da lista ajuda e muito a melhorar taxas de abertura e cliques. Exemplos de segmentação: sexo, idade, região, interesses… Tudo vai depender das informações que você dispor. Você pode iniciar enviando para todos e, com dados de abertura e clique, segmentar sua lista. Incluir perguntas dentro das landing pages também é importante para capturar o máximo de dados possível de seus visitantes.

Conclusão

Como vimos, o e-mail marketing continua sendo uma poderosa e importante ferramenta para atrair clientes e vender. As possibilidades são infinitas e empresas de todos os tamanhos e setores podem se beneficiar dessa estratégia. Se você ainda não faz, comece agora mesmo e veja sua lista de clientes aumentar gradativamente a custo muito baixo.